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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Zina, brilha muito na cadeia!

Desde o começo eu já sabia que iria "dar merda". O humorista (se é que pode chamar de humorista) Zina, do Pânico na TV, foi preso pela polícia no último sábado depois de uma denúncia de que alguém estaria em um matagal disparando tiros para o alto. Em sua casa, ele admitiu ter comprado a arma por R$700,00. Na segunda-feira, ele foi transferido para um Centro de Detenção em Pinheiros, São Paulo, onde continua até hoje.

De todas as idiotices, essa foi a mais idiota que o Pânico na TV poderia fazer. Transformar um "zé ninguém" em um famoso da noite para do dia, da água para o vinho, em um estalar de dedos, "plec!". Não sabe falar nada além de "Ronaldo", não pensa, não é um poço de inteligência, não age e nem reage. Enquanto várias pessoas que realmente tem um talento escondido entre suas "entranhas" não são oferecidas oportunidades, mas para um marginal é oferecido dinheiro, fama e até uma casa própria!


Várias pessoas, inclusive eu, assistem ao Pânico na TV, em boa maioria, crianças. Como toda vez em que o quadro do Zina ia ao ar, ele "tragava" umas aqui e acolá numa boa, e os pequeninos alienados vendo tudo isso, tomam como exemplo. Tem tudo para ser marginais que nem ele no futuro. Na minha opinião, Zina já deu. Chega, deixa ele ficar no xadrez mesmo. A RedeTV, que já não é boa peça, que tenha ao menos um pingo de vergonha e pare de ficar pagando advogados para um encosto. Todos pensam e dizem a mesma coisa: Ele teve sua chance, mas não soube aproveitar.

Que cedam o espaço para alguém que REALMENTE tenha vocação para o VERDADEIRO humor.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Compra de horários na televisão

Hoje em dia, quando alguém está assistindo televisão, é muito fácil se deparar com programas religiosos, em sua maioria pentecostais, nas emissoras de televisão. É Igreja disso, igreja daquilo, e por aí vai.

Sou totalmente contra a venda de horários nas emissoras de televisão. Seja para igrejas, empresas de vendas, joguinhos patéticos de azar (aquele que você liga e "torra" a sua conta telefônica em perguntas bobas) entre outros do gênero.

Eu parto do seguinte pressuposto: Quando alguém deseja ter uma emissora de televisão, a mesma deverá adquirir uma concessão do governo federal para poder iniciar suas operações. Andei pesquisando a respeito na internet e para que se ganhe uma concessão, a empresa (ou empresário) deve ter no minímo 70% do capital nas mãos de acionistas brasileiros e respeitar o limite de controle de até dez estações em todo o país, sendo no máximo duas por estado e cinco em VHF (não entram na conta as retransmissoras). Aí uma comissão do Ministério das Comunicações ( a parte mais interessante para mim) analisa sua proposta de programação e sua condição técnica e financeira, dando pontos em diferentes quesitos. Quem tiver a melhor média de pontos fica com a concessão, ganhando o direito de explorar determinado canal por um período pré-definido e, ao final dele, passa por uma nova análise.


Já que o Ministério das Comunicações analisa a proposta de programação da emissora, ou seja, se eu quero que minha emissora tenha uma programação voltada para cultura, entretenimento, notícias e esporte, essa comissão analisará a linha de programação que propus e se os outros requisitos forem cumpridos, terei a concessão.

Mas se eu apresentasse a seguinte proposta: Vender boa parte do horário de programação para igrejas e canais de vendas. Caso os demais requisitos também sejam cumpridos, quem sabe eu iniciava as operações de minha emissora.

Acho que, por exemplo, uma igreja queira ter espaço na televisão, que vá ao Ministério das Comunicações pedir uma concessão para ela exibir seus programas. Já que a concessão é cedida pelo governo, as emissoras detentoras não deveriam vender horários. Fica uma coisa meio que ditatorial. O telespectador pretende assistir algum programa em uma determinada emissora e quando ele sintoniza o canal se depara com uma programação religiosa ou de vendas, em que ele se sente "forçado" a dar audiência naquilo para não perder o programa que vem a seguir.

No caso das Igrejas Pentecostais, com certeza, boa parte delas teria condições para ganhar uma concessão. Volto a frisar. Para mim, algumas (eu falei ALGUMAS) dessas igrejas são verdadeiros "bancos" (leia-se IURD), que utilizam a palavra de Deus como fachada para realizar suas transições financeiras.
Então já cumpririam fácil, fácil, uma das exigências: "[...] condição técnica e financeira [...]". Então seria melhor que procurassem adquirir logo seu aval para autorização de uma emissora do que comprar horários (tem igreja que tem 23 horas de programação comprados!).

Não estou demonstrando nenhuma forma de preconceito contra evangélicos. Apenas expressei minha opinião.

Abraço a todos.