Nada de passeio de colégio. O negócio é ir por sua conta, sem ter que depender de ninguém e nem ter que ser "expulso" da bienal pelo auto-falante: "Saída Imediata!" Na chegada, muitos alunos da rede pública e, posteriormente, muitos ônibus também - para quem é colecionador, lá está as pencas. Havia muitas crianças também. Algumas delas afoitas, correram no meio da avenida em direção ao ônibus que, em meio ao congestionamento, tentava chegar no ponto para o embarque. Um rapaz, creio que seja o monitor, saiu correndo atrás mandando elas voltarem aos berros. Trabalho nada fácil.
Vou para o interior do Centro de Convenções juntamente com o amigo, Wanderson. Fomos olhando os stands das livrarias e editoras. Ele queria gastar todo o seu dinheiro com livros - aquele tal do bônus que eu falei aqui, no tópico da bienal. Foram quase duas horas dando voltas e voltas pelos corredores lotadas de pessoas que buscavam a leitura ou talvez somente conhecer o evento mesmo. Acabei ganhando um livro: "Sexuário", do sexólogo Juan Carlos Kusnetzoff. Não sei de onde veio essa minha vontade repentina de ter um livro sobre sexo. Mas sempre é bom atiçar a curiosidade e a leitura. Aprimora o conhecimento e a grafia correta das palavras.
Amanhã tem mais bienal. Pretendo assistir a palestra da escritora Thalita Rebouças. Nunca havia conhecido o trabalho dela até a sua participação na última edição do Soletrando, do programa Caldeirão do Huck. Achei interessante os livros que ela escreve para o público infanto-juvenil. Aqui vão algumas fotos que tirei por lá.
http://www.bienaldolivro.ce.gov.br/
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sábado, 17 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Nova Temporada - 2010
Para mim, o ano só começa a partir em que as minhas aulas começam também. É uma "nova temporada" que se inicia. Apesar do atraso, o ano letivo de 2010 em meu colégio começou hoje. Ao contrário do ano passado, voltei a estudar de manhã. Tive que mudar completamente minha rotina. Acordei cedo, esperei o tempo passar um pouco assistindo televisão, tomei banho, me arrumei e parti para o novo desafio.
Posso perceber as primeiras mudanças assim que chego na esquina da rua que dá acesso ao colégio. Derrubaram o muro da fachada, parece que vão fazer um estacionamento decente ali. No portão de acesso, foram colocadas rampas. Talvez para facilitar o acesso de cadeirantes, embora nunca tenha visto um por lá. Encontro os amigos, começo a procurar o meu nome nas listas coladas na lousa de cada sala, não acho meu nome, e nem de meus amigos, em nenhuma delas. Apenas uma sala estava sem a lista. Pelo critério de eliminação, a nossa sala era aquela mesmo. Logo depois, uma das coordenadoras fixa a lista com nossos nomes. Meus colegas e amigos de turma são os mesmos de anos anteriores, desta vez sem os alunos baderneiros que prejudicou o rendimento da classe ano passado. Melhor assim. Um ponto!
Começo a dar uma volta pelos corredores do colégio, os alunos são chamados para comparecerem na quadra para uma acolhida. A arquibancada estava lotada, fiquei do lado de fora. É executado o hino nacional e o hino do colégio ao som do violão do professor de música. O diretor toma o microfone e começa a se pronunciar. É apresentado o corpo docente da escola para os alunos, cada professor se pronuncia indicando qual é sua matéria e para quais séries este irá dar aulas. Enquanto eu acompanhava a apresentação, ao meu redor, alguns alunos apreensivos, ansiosos em saber quais seriam seus professores. Houve vibração, houve surpresas, houve raiva, um misto de emoções. Parecia uma final de copa do mundo. Quando é anunciado de que o ensino médio passaria a ter seis aulas duas vezes na semana, com término previsto para 12:20, toda a quadra inicia um coral de vaias. O diretor tenta brincar, mas sem disfarçar sua cara de descontentamento.
- Eu sabia que vocês iriam adorar! - Disse ele
Alguns professores que já tive o prazer de acompanhar as aulas no ano anterior, retornaram neste também. Dois pontos!
Todos retornam para as suas salas. Primeira aula: inglês. O professor é bem legal e interativo. Realiza-se uma dinâmica em sala de aula, meninos X meninas. Vencemos no desempate no jogo da forca. Computer... Conseguimos decifrar a palavra fácil, fácil. Toca a sirene, troca de mestres. A professora de português chega na sala, a grande maioria, inclusive eu, já a conhecemos. A melhor professora de português que eu tive até agora. Ela consegue fazer de suas aulas um momento agradável, fala uma linguagem que compreendemos, sem aquela velha rotina monótona, mas nunca deixando de se aprender alguma coisa.
Soa a sirene mais uma vez. É hora do intervalo. Vou merendar, retorno para sala e converso com o amigo, Lucas, durante o descanso. "Triiimm"!! Todos de volta para seus lugares. Entra a professora de matemática. Ela é temida pelo seu jeito ríspido, assim é o que comentam dela. Foi passada uma rápida revisão com algumas questões para solucionarmos. Pude perceber que ela é bastante atenciosa e também muito cooperativa. De carteira em carteira, ela ajuda os alunos a resolverem os cálculos. Fim de aula. Vamos para casa, amanhã tem mais.
Estou confiante de que essa temporada será melhor do que as anteriores.
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