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terça-feira, 13 de abril de 2010

A música faz parte da vida

Definição de música (Dicionário): s.f. 1. Arte que ensina a combinar sons para que produzam efeito agradável; 2. resultado da combinação dos sons; 3. composição musical; 4. execução de qualquer peça musical; 5. (fig) qualquer conjunto de sons

Minha definição: Uma combinação de sons misturado com emoções e sentimentos.

Seja qual for o estilo, a música se faz presente no nosso dia-a-dia. Me lembro de que quando eu era criança, detestava ouvir música. Qualquer uma que fosse. Na época eu pegava meus ônibus e brincava na sala, queria brincar no mais absoluto silêncio - fora o roncado do ônibus que eu tentava reproduzir, rs -, mas algumas vezes minha tia ocupava a sala pra escutar rádio nas alturas. Só dava Jovem Pan aqui em casa. Até meus 10 anos nunca gostei de música, foi quando eu comecei a interagir com esse mundo.

Em 2004, comecei a criar gosto por músicas do estilo pop. Comecei a escutar as rádios pop's da cidade e fui criando gosto por aquilo, mas durou pouco tempo. No mesmo ano, troco este estilo pelo forró. Passei a ouvir rádios populares, ligava para elas, mandava alôs e cheguei a ganhar prêmios também! Haha! A maioria dos prêmios eram cortesias pra shows, mas nunca fui pegar - claro, muito novo ainda. De todos os prêmios, só um eu fui buscar. Era um CD de uma banda de forró que não existe mais - pelo menos acho - que até hoje tenho guardado.

Enfim, apesar dessa troca de estilos musicais, o meu gosto pelo rádio era incontestável. Fingia ter a minha própria estação aqui em casa. Pegava todos os CD's de minha mãe, um aparelho de rádio, ia para o quarto e pronto! A "Rádio Marcelo" estava no ar! (Risos)

Logo depois, deixei de fazer com que o forró fosse prioridade e passei a escutar tudo que é tipo de música nas rádios populares. Pagode, funk, axé, sertanejo...tudo mesmo. Experimentei de todos os gostos - sempre influenciado pela minha tia, que, mesmo não querendo, tinha que aturar o rádio dela com o volume muito alto, acabei me tornando adepto do mesmo gosto também - , foi quando em 2007 comecei a me apegar por músicas japonesas, OST's (Original Soundtrack) de animes, em outras palavras, "músicas de otaku". Otaku é um estilo que congrega a paixão de uma pessoa pela cultura pop japonesa em geral, sobretudo no que se trata de animes. Fui otaku por um certo período, mas isso não era o que eu queria. Deixei de ser.

Ainda nas ondas do rádio, comecei a escutar a programação noturna - por volta de 21:00 até 00:00. O estilo musical predominante em parte das rádios são os Flashbacks - internacionais ou nacionais - e românticas. Este estilo sempre me agradou mesmo quando eu só ouvia forró. Hoje, defino meu estilo musical sendo este. Músicas como essas me fazem viajar, sonhar, refletir, me deixa mais calmo e sereno. Também podem marcar algum momento bom ou ruim - no caso dessa última opção, tenho receio em ficar triste ou sofrer quando ouvir alguma música que tenha marcado para mim e, consequentemente, deixar de ouvir por trazer lembranças nada boas.

Até semana passada, antes de retornarem minhas aulas, eu ficava até 03:00 da madrugada, deitado na cama, só escutando as estações que tocam meu estilo. Quando eu ouvia uma canção que me agradasse, com um mecanismo do meu mp4, gravava parte da música, tentava decorar a letra, no dia seguinte ia ao Vagalume, pesquisava e, em alguns casos, achava o nome da música para depois baixar. Este é o método que uso para adquirir novas músicas, rs.

Em minha playlist estão presentes o estilo Românticas/Flashbacks - Internacionais. Já vi gente que não gosta, outros que gostam, mas se tratando de gosto, nada de discussão. Uma das minhas favoritas - e mais lindas - de minha lista é esta aqui:



Roberta Flack, uma das vozes mais bonitas que eu já ouvi. Donny Hathaway, idem.

Também gosto muito de Diana Ross:



Entre vários outros cantores e grupos.

Espero que curtam estas músicas. Por mais que pensem: "Ah, isso é música de balde!" ou "Isso é música para melancólico." primeiro ouça para depois formar sua opinião. Não custa nada.

domingo, 28 de março de 2010

Reencontros e lembranças

Como todo sábado, me arrumo, saio de casa, vou encontrar os amigos. Me desloco em direção à parada de ônibus, olho para um lado, para o outro e um carro estaciona de frente a uma farmácia em que se localiza aquela parada.

Desce uma menina, conversa com uma senhora sentada ao volante, atende o celular, caminha em direção a parada, fica apenas poucos metros distante de mim. Dou uma olhada, e reconheço imediatamente. Era uma amiga que há muito tempo não a via. Desde a 3ª série não mantemos contato, só pelo msn, mas faz muito tempo que não falava com ela.

Olho para o carro e vejo uma senhora com seu olhar direcionado à mim. Pensei: "Ela me conhece. Deve ser a mãe". Fiquei com mais certeza ainda. Mãe e filha conversam até chegar o ônibus.

Lá se vem o ônibus. A menina dá o sinal para parar. Ela embarca e o ônibus parte. O carro vem em minha direção (não, não me atropelou, rs). A senhora dentro do carro pergunta:

- Você é o Marcelo, né?

- Sou sim! - Respondo

- Pois a Taís estava querendo falar contigo, mas ela achava que não era você. E também achou que você não iria ouvir, pois estava com o fone de ouvido. - Conclui a senhora

Fico sem jeito e disse que também fiquei com vergonha. Eu menti, faltou atitude de minha parte. Tinha certeza de que era minha amiga. Só faltou coragem para ir falar.

Finaliza a mãe:
- Reconheci você pelos seus olhos. Você era gordinho antes.

Me despedi e o carro vai embora. Fiquei com um sorriso besta no rosto. A partir daquele momento começou a rolar um "flashback" em minha mente.

Rever a Taís me fez lembrar dos bons momentos que passei estudando com ela e com os outros amigos que fiz, e que, infelizmente, perdi contato com alguns, do maternal até a 3ª série. Não dá para esquecer. Foram bons momentos em que daria qualquer coisa para voltar. Mesmo.